Ai que alegria é um bebê novo! É tão especial o momento do nascimento e do encontro com ele. Eu particularmente amava muito a minha barriga, mas sentia medo de não amar meu bebê. E quando a vi pela primeira vez foi uma mágica. Como pode ter vivido esse tempo todo dentro de mim? É um milagre mesmo, não tem outra explicação.
Mas enfim, daí vêm todas as questões práticas com as quais nem sempre estamos preparados para lidar.
Começou por esse diálogo entre o enfermeiro do hospital e eu logo após a comoção do parto passar e depois de tomadas todas as providências necessárias para garantir minha saúde e da nova bebê:
- Você quer dormir um pouco?
- Quero, por favor! (A Bi nasceu às 1:13 da madrugada).
- Tudo bem, vamos aproveitar que o hospital está tranquilo hoje e você pode ficar aqui até às 9:00. Oi?
E assim aconteceu. Pontualmente às 9:00h da manhã seguinte estava eu pegando um táxi para casa!
Na Holanda, só fica no hospital quem está doente. Pessoas sadias não têm o que fazer num hospital a não ser se expôr a doenças e, muito menos um bebê cujo sistema imunológico não encontra-se totalmente desenvolvido. Quanto antes voltar para casa melhor.
Ou seja, nada de preparações para o quarto da maternidade e nada de visitas. Comigo estavam meu marido e minha mãe e assim fomos com nosso milagre para casa.
Os primeiros dias com o bebê novo são uma mistura de muitas emoções diferentes, de pessoas procurando entender seus novos papéis, de ânsias e esperas que arrebentam junto com a bolsa e recaem sobre o bebê e seus pais. É lindo mas é difícil. Depois eu percebi que poderia ser muito mais difícil em outras circunstâncias.
Na Holanda existe a kraamzorg (tradução: cuidados de maternidade), que é uma espécie de enfermeira especializada em cuidar do bebê e da mãe pelos próximos 8 a 10 dias, na sua própria casa, por volta de 5 horas por dia.
Ela te ensina os cuidados básicos com o bebê, limpa levemente seu banheiro e cozinha, prepara alguma comida para a mãe e sai para comprar qualquer eventual necessidade para esses dias.
Dessa forma, você não fica no hospital e os cuidados que você teria lá vêm até a sua casa na forma desse anjo.
Eu tive uma experiência muito boa com a minha kraamzorg. O nome dela é Wanda e eu tenho muito a agradecer à ela. Pela paciência, pelo entendimento, pela boa vontade em transpôr barreiras de língua e cultura e mais do que tudo por me proporcionar tempo para que eu me descobrisse como mãe (aliás, eu preciso agradecer à minha mãe e ao meu marido que formaram uma dupla imbatível no primeiro mês da nossa pequena e tiveram ambos muito jogo de cintura e disposição).
Além da kraamzorg, a gente recebeu a visita da assistente social, que fez alguns exames na bebê, de sangue e de audição, e também das parteiras, todas mais de uma vez.
Eu fiquei realmente muito bem impressionada com o sistema. Funciona e funciona muito bem, respeita o momento da mulher de mãe, respeita o bebê que precisa se resguardar e respeita a família toda.
Na Holanda, a sociedade respeita muito o indivíduo e o direito de ser ele mesmo naquele momento, naquelas circunstâncias. Se eu tiver um segundo filho, gostaria muito que ele pudesse nascer nesse ambiente também. Às boas práticas a gente se agarra!


Posts relacionados
Brincadeiras para fazer em casa nas férias
Férias, pais trabalhando e crianças em casa. Cenário desesperador, né? Por aqui, estamos passando por [...]
Check- List o que levar na mala da maternidade?
Chegou a hora de conhecer o seu bebê? A minha chegou, então, vou fazer um [...]
6 Comments
Bar des Arts – Restaurante para ir com crianças em SP
ESTABELECIMENTO FECHOU (infelizmente)!!!!!!!!!!! O meu restaurante favorito em São Paulo é o Bar des Arts. [...]
Crianças de férias e os pais trabalhando. O que fazer?
Mal dezembro chega e os pais já se perguntam: o que fazer com os pequenos [...]