Como é a vida de quem mora fora do Brasil, e com criança!

18 junho, 2015
por:

New York Times Square

Faz agora um pouco mais de dois anos que nos mudamos para NY. Eu, meu marido e minha filha. Sozinhos. Os três mosqueteiros: um por todos e todos por um. Literalmente.

Somos só nós três. Não tem mãe, não tem tio ou tia, não tem avô e avó, nem sogra tem.

Não tem ninguém com quem a gente possa contar.

Ainda bem que eu não trabalho fora porque, não sei se daria conta de tudo. Mas na verdade eu trabalho, trabalho dentro mesmo, dentro de casa e trabalho muito! Se qualquer coisa sai fora da rotina eu e meu marido precisamos segurar as pontas. Educar uma criança não é fácil e sem ajuda, piora. E eu, no meu mundo ideal, gostaria muito que as pessoas entendessem o que é educar sozinha fora do país e o que é educar sozinha na sua cidade.

É importante perceber essa diferença porque geralmente o pessoal acha que a vida aqui é só alegria, só compra, só glamour. Mas é vida real!

E quando o marido viaja, as coisas que eu não posso fazer com ela (por exemplo, ir ao médico ginecologista) não podem ser feitas, simples assim.

Se meu marido sai para trabalhar e eu fico doente, ele tem que voltar. Já aconteceu de eu pegar uma virose e não conseguir ficar de pé o dia todo, meu marido faltou ao trabalho.

Já aconteceu da minha filha não dormir a noite toda porque estava doente e tivemos que passar o dia seguinte todo no hospital. Ela dormiu, mas eu fiquei duas noites em claro.

Já aconteceu de eu me inscrever num curso (para eu manter meu nível profissional) e não conseguir comparecer porque alguma coisa saiu errada na nossa agenda.

Faz parte da vida fora ser capaz de lidar com o inesperado e ser capaz de se adaptar a novas situações rapidamente e ainda manter o bom humor.

NY_mae_tipo_eu-2

Eu adoro a minha vida. Eu adoro poder estar com minha pequena todos os dias e educá-la, poder dar a atenção e o afeto que ela precisa. Poder dar um beijo no joelho dela toda vez que ela cai. Essa é a mãe que eu queria ser. Eu adoro que somos nós três, que o nosso vínculo fica mais forte porque é conosco apenas que podemos contar.

Um por todos e todos por um!

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