Um pouco sobre a atual situação do Zika Vírus no Brasil

16 dezembro, 2015
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Precisamos ter em mente que estamos diante uma situação bem delicada: Tudo é muito novo e muita coisa ainda é desconhecida. Trata-se de uma questão de saúde pública! Agora, mais do que nunca, é importante que as pessoas se conscientizem da necessidade do trabalho em equipe no combate aos focos do mosquito Aedes Aegypti. Segundo levantamento da Superintendência de Controle de Endemias, 80% dos criadouros do mosquito transmissor de doenças se encontram nas casas. Temos que fazer a nossa parte!

Prevenção (combatendo os focos do mosquito) e proteção individual:

Situação epidemiológica hoje no Brasil: É impossível conhecer o número real de infecções pelo vírus Zika pois, cerca de 80% dos casos infectados não irão manifestar sinais ou sintomas da doença (ASSINTOMÁTICOS). Além disso, até o o momento, não há sorologia disponível comercialmente para detecção de anticorpos para Zika Vírus no Brasil. Importante dizer que o número de casos está subnotificado, nem tudo aparece!

Como o vírus é transmitido? Principalmente pela picada do mosquito Aedes Aegypti, mesmo transmissor da Dengue e da Febre Chikungunya. O mosquito Aedes Albopictus, também apresenta potencial de transmissão do vírus Zika. Em relação às demais vias de transmissão, a identificação do vírus em líquido amniótico nas gestantes é que tem a maior importância devido ao risco de dano ao embrião.

A identificação do vírus na urina, leite materno, saliva e sêmen pode ter efeito prático apenas no diagnóstico da doença. Não significa que essas vias sejam importantes para a transmissão do vírus para outra pessoa. Estudos realizados na Polinésia Francesa não identificaram a replicação do vírus em amostras do leite, indicando a presença de fragmentos do vírus que não seriam capazes de produzir doença. No caso de identificação no sêmen, ocorreu apenas um caso descrito nos Estados Unidos da América e a doença não pode ser classificada como sexualmente transmissível, e também não há descrição de transmissão por saliva.

Quais os sintomas?

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No caso de qualquer suspeita procurar imediatamente o serviço de saúde mais próximo para avaliação e orientações médicas. 

Como tratar? Não existe tratamento específico para a infecção pelo vírus Zika. O mais recomendado para os casos sintomáticos é baseado no uso de acetaminofeno (paracetamol) ou dipirona para o controle da febre e manejo da dor. No caso de erupções pruriginosas (coceira), os anti-histamínicos podem ser considerados. Não recomenda-se o uso de ácido acetilsalicílico e outros anti-inflamatórios em função do risco aumentado de complicações hemorrágicas descritas nas infecções por outros flavivírus. LEMBRANDO QUE OS MEDICAMENTOS SEMPRE DEVEM SER PRESCRITOS PELO MÉDICO!

Não há vacina contra o Zika vírus.

Quais as possíveis complicações? Até o momento:

Microcefalia: Malformação congênita (a criança NASCE com microcefalia), em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Neste caso, os bebês nascem com perímetro cefálico menor que o normal, que habitualmente é superior a 32 cm. Cerca de 90% das microcefalias estão associadas com algum grau de retardo mental. O tipo e o nível de gravidade da sequela vão variar caso a caso. Em análise inicial, pelo relato dos casos até o momento, as gestantes cujos bebês desenvolveram a microcefalia tiveram sintomas do vírus Zika no primeiro trimestre da gravidez. Porém, o cuidado para não entrar em contato com o mosquito Aedes Aegypti é para todo o período da gestação.

Neurológicas: Em geral, qualquer quadro viral pode se desenvolver para uma encefalite (infecção no cérebro). No entanto, isso não é algo frequente e ocorre em menos de 1% dos pacientes acometidos por algum vírus.

No Brasil, a ocorrência de síndrome neurológica relacionada ao vírus Zika foi confirmada em julho de 2015, após investigações da Universidade Federal de Pernambuco, a partir da identificação do vírus em amostra de seis pacientes com histórico de infecção de doença exantemática.

Como eu posso ajudar no combate ao mosquito?

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Quais são as medidas de proteção individual? Telas, mosqueteiros, roupas que cubram grande parte do corpo, inseticidas e repelentes.

Inseticidas: Os repelentes utilizados em aparelhos elétricos ou espirais não devem ser utilizados em locais com pouca ventilação nem na presença de pessoas asmáticas ou com alergias respiratórias. Podem ser utilizados em qualquer ambiente da casa desde que estejam, no mínimo, a 2 metros de distância das pessoas. Os inseticidas “naturais” à base de citronela, andiroba, óleo de cravo, entre outros, não possuem comprovação de eficácia nem a aprovação pela ANVISA até o momento e estão irregulares.

Repelentes:

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PROCURE SEMPRE ORIENTAÇÃO MÉDICA. Em caso de suspeita de qualquer reação adversa ou intoxicação, lavar a área exposta, procurar o serviço médico e levar a embalagem do repelente.

Como usar o repelente? Além de observar as instruções de uso do fabricante, a Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda também os seguintes cuidados ao se fazer uso dos repelentes:

Evitar aplicação nas mãos das crianças;

– Aplicar na pele por cima das roupas, nunca por baixo;

– O repelente deve ser aplicado 15 minutos após o uso de filtros solares, maquiagem e hidratante;

– Não aplicar o produto próximo aos olhos, nariz ou boca e genitais;

– Sempre lavar as mãos após aplicar o produto;

–  Usar o produto no máximo três vezes ao dia.

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