Mudança de País com Criança?

21 maio, 2015
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Quando a criança nasce, a mãe e o pai têm que se descobrir. Não é só o trabalho de acordar no meio da noite, ninar por causa da cólica, trocas de fraldas infinitas, mas também é mentalmente exaustivo. Bebêzinho cansa muito.

Dentro deste contexto, imagine-se mudando. Não apenas de casa, ou de cidade… Mudando de País.

Quando minha filha estava com três meses, tivemos que nos mudar de Amsterdam, na Holanda para Nova Iorque, nos EUA. Ai que aventura!

Eu topei essa mudança, mas agora, passado algum tempo eu digo: topei por ignorância. A ignorância faz a gente mais corajosa, sabia?

Mudar é complicado. Mudar de País é mais complicado ainda. E com um bebê de 3 meses é nível insano.

Primeiro vem a empresa de mudança e encaixota tudo. Literalmente a única coisa que fizemos foi a mala (na verdade, não, porque morávamos num apartamento que alugamos completo, então antes da mudança chegar tivemos que separar as nossas coisas das coisas do senhorio). Mas quando eles vêm, você fica supervisionando o trabalho do pessoal, de vez em quando se “esconde” no quarto para amamentar, de vez em quando troca uma fralda e assim passa o dia relativamente tranquilo.

Uma curiosidade: por causa da arquitetura das casas na Holanda normalmente a mudança sai pela janela!

mudança_Pais_Criança-Mae_tipo_eu-1

Nossa passagem estava marcada para alguns dias depois, então, ficamos vivendo de pão e água até a entrega do apartamento (muito importante nessa situação é conseguir administrar bem as datas de mudança, entrega de apartamento, passagem e entrada no apartamento novo). Entregamos o apartamento de manhã e fomos para um hotel porque, nossa passagem estava marcada para o dia seguinte.

Foi muito bom, na verdade, porque pudemos descansar da movimentação da mudança e quando a gente tem um bebê a tiracolo o passo tem que ser lento, o ritmo beeeeem tranquilo. Além disso, precisamos nos virar com falta de banheirinha, trocador, berço e esses outros “supérfluos” já que a essa altura está tudo dentro de um contêiner em algum lugar do Atlântico.

A  viagem de avião foi tranquila. É só a mãe e o pai da criança ficarem de olho, atenderem aos chamados do bebê que fica tudo sossegado para pais, filhos e outros passageiros. Pelo menos foi assim no nosso caso.

Chegamos, depois de 9 horas de viagem, com 5 malas grandes, 2 de mão, cadeirinha de carro, carrinho com moisés e minha pequeninha no sling.

Direto para o nosso apartamento, que no caso foi temporário. Ficamos um mês até conseguirmos encontrar uma moradia permanente em NY. A localização era Midtown. Ai, gente… Primeiros dias achei que ia morrer! É ambulância, bombeiro, polícia, britadeira, mil carros, uma barulheira! Ninguém dormiu nesse primeiro mês. Fora o fuso horário de 6 horas. Naquele momento, quando o nenê vai começar a dormir a noite toda vira tudo uma bagunça de novo. E haja paciência: minha com ela, dela comigo, do meu marido conosco e vice-versa para todo mundo.

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Conseguimos no final do mês encontrar um apartamento bem fofo no Upper West Side. Muita criança, muito mais sossegado, com parque bem pertinho e muito, mas muito menos movimento que naquele inferno onde ficamos antes.

Hoje estamos muito bem, mas não foi fácil. Aliás, foi bem difícil e se tem um conselho que eu posso dar aqui a esse respeito é para ter paciência, calma com as pessoas e consigo mesmo porque é uma adaptação e mudanças nunca são fáceis. Muito menos para quem chegou ao mundo há tão pouco tempo!

Boa sorte!

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