A polêmica do andador: PERIGOSO E DESNECESSÁRIO!

14 janeiro, 2016
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Desde 2007, no Canadá, é proibido vender, importar, e mesmo fazer propaganda de andador para bebês. Apesar de ainda muito popular no Brasil (para bebês de 6 a 15 meses), o andador não é recomendado pelos pediatras. Os pais alegam alguns motivos para colocar o bebê no andador: Dizem que dá mais segurança às crianças (evitando quedas), mais independência (pela maior mobilidade), promove o desenvolvimento (auxiliando no treinamento da marcha), o exercício físico, deixam os bebês extremamente faceiros e, sobretudo, mais fáceis de cuidar.

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A literatura científica tem colocado por terra todas estas teses. A ideia de que o andador é seguro é a mais errada delas. Ingrid Emanuelson, pesquisadora sueca, publicou uma análise dos casos de traumatismo craniano moderado em crianças menores de quatro anos e, considerou o andador o produto infantil mais perigoso, seguido por equipamentos de playground. A cada ano são realizados cerca de um atendimento a cada duas a três crianças que usam andador nos serviços de emergência. Em um terço dos casos, as lesões são graves, geralmente fraturas ou traumas cranianos, necessitando hospitalização. Algumas crianças sofrem queimaduras, intoxicações e afogamentos relacionados diretamente com o uso do andador, mas a grande maioria sofre quedas (dos casos mais graves, cerca de 80% são de quedas de escadas).

É verdade que o andador confere independência à criança. Contudo, um dos maiores fatores de risco para traumas em crianças é dar independência demais numa fase em que ela ainda não tem a mínima noção de perigo. Colocar um bebê de menos de um ano num verdadeiro veículo que pode atingir a velocidade de até 1 m/s é um risco muito grande. Crianças exigem total proteção!

Além disso, o exercício físico é muito prejudicado pelo uso do andador pois, embora ele confira mais mobilidade e velocidade, a criança precisa despender menos energia com ele do que tentando alcançar o que lhe interessa com seus próprios braços e pernas.

Em 2013, o Inmetro avaliou dez marcas de andadores infantis disponíveis no mercado. Os equipamentos foram submetidos a 12 tipos de testes para verificar possíveis riscos à saúde da criança. Os resultados mostraram que TODAS as marcas foram reprovadas no quesito prevenção de quedas.

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A LEI HOJE NO BRASIL

A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara aprovou a proibição do andador infantil no país. A proposta (PL 7835/14) veda o comércio e a produção do andador.

Esta proposta ainda vai passar pela análise das comissões de Segurança Social e Família e de Constituição e Justiça. Se aprovada, poderá seguir diretamente para o Senado, sem passar pelo Plenário.

Prevenir é SEMPRE a MELHOR opção!

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Beijos,

Dra. Renata Scatena

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria

Imagens: Google Images

Dica de andador mais seguro.

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2 Comentário:A polêmica do andador: PERIGOSO E DESNECESSÁRIO!

  1. Paula

    Qual a diferença desses andadores para aqueles apoiadores?

    • Bruna Knijnik

      Oi Paula, tudo bem? Pedi para a Dra. Renata Scatena responder e as palavras dela foram: “Os brinquedos que as crianças empurram não oferecem tanto risco pois não propiciam autonomia (por estar sobre de rodas e, portanto, sob maior velocidade com maior tensão de impacto no caso de quedas) como nos casos dos andadores”. Bjs

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