A Descoberta da Maternidade

27 janeiro, 2015
por:

Meninas, a Mari é minha cunhada, psicóloga e mãe das princesas Isabela (5 anos) e Antônia (3 anos). De vez em quando ela dividirá conosco alguns pensamentos e dicas sobre o mundo da maternidade X psicologia. Hoje, ela escreveu pra gente um pouco sobre o momento puérpero. O texto dela ficou muito bacana 🙂 Obrigada Mari, e seja muito bem vinda!!!

Eu me arriscaria em dizer que o nascimento de um filho é o momento mais intenso da vida de uma mulher.

Nascimento-mae_tipo_eu

Lembro ainda com muita nitidez da sensação do nascimento das minhas filhas, nunca senti, nem antes nem depois, nada parecido. Foi uma avalanche! Parecia que ali o meu psiquismo me mostrava que a vida tinha começado de verdade!

E assim acontece com todas as mulheres, em maior ou menor intensidade, com mais medo ou mais dor, com os olhos marejados ou choro descontrolado, todo mundo entende que naquele momento o jogo começou.

Dizem que para a mulher esse processo se inicia na gravidez, concordo. O processo começa até mesmo no planejamento da gestação, mas tudo realmente se torna claro e real com o nascimento!

A menina, já nos primeiros anos de vida, ensaia nas brincadeiras a maternidade. Começamos esta construção logo na primeira infância. Na gestação, a fantasia ainda é predominante. O bebê que está na barriga em geral é idealizado, as futuras mães constroem dentro de si um bebê que nem sempre corresponde ao real. E, após o nascimento, é necessário que haja uma desconstrução deste filho imaginário para o bebê real que se apresenta. Não é incomum que esse processo seja doloroso. Junto com isso, vem o cansaço, a oscilação hormonal, a mudança na rotina e a nova configuração familiar que se estabelece.

Ainda na maternidade, para a maioria das mães, tudo é festa! Todo mundo ajuda, a família colabora, a mãe está relativamente tranquila… E a chegada em casa? Esse momento é, ao mesmo tempo de imensa felicidade, mas também de muita ansiedade.

Nesse período, a mãe se encontra regredida e fusionada a esse bebê. É uma fase difícil, mas necessária para que haja uma empatia com o recém-nascido e assim poder cuidar dele. É uma regressão normal e indispensável para que o bebê encontre ali os meios para se desenvolver psiquicamente, já que, nesse primeiro instante, há um estado de desamparo e dependência total da mãe.

Por outro lado, a mãe também experimenta momentos de profundo desamparo! Muitos medos vêm à tona e ela se vê, muitas vezes, sozinha nesta jornada. As ajudas se concentram nos cuidados com o bebê, que, no meu ponto de vista, é o que menos precisa de ajudas externas. O bebê precisa de uma mãe amparada e compreendida nas suas necessidades, que são as mais variadas possíveis, que possa cuidar dele.

Isso não quer dizer que só a mãe deve trocar fraldas, dar banho ou ninar. É algo muitas vezes subjetivo, que tange muito mais à sensibilidade dos que estão em volta para perceber as reais necessidades da puérpera. Uma mãe tranquila tem muito mais condição de acalmar e cuidar efetivamente do seu bebê.

Mari com a Antonia na frente e Isabela

Mari com a Antonia na frente e Isabela

Comente no Facebook

Comente no blog

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Posts relacionados com esta matéria