Entrevista: Mãe tipo eu, Rafaella Tabajara Martins

14 setembro, 2017
por:

Olá, dia de entrevista por aqui!!! A Mãe tipo eu de hoje é a Rafa, minha amiga de adolescência, nos conhecemos há pelo menos 16 anos, na praia, Rio Grande do Sul.

Nome, idade e Profissão: Rafaella, 34 anos, administradora de empresas

Mãe da: Joanna, 1 ano e meio

Como foi a escolha do nome? Estávamos entre 2 nomes, mas Joanna todo mundo gostava! E minha mãe sempre dizia que eu quase recebi o nome de Joanna. O mais engraçado foi a questão dos 2 N´s. Eu queria Joanna com 2 N´s e o meu marido com 1. Ficamos discutindo sobre o assunto algumas semanas. Até que, coloquei o nome completo da Joanna com 1 e 2 N´s na internet pra ver a Numerologia. E o resultado de Joanna com 2 N´s foi infinitamente mais atrativo, hehehe. Então, mandei uma mensagem com as duas descrições de perfis pra ele e disse que estava definido que seria Joanna com 2 N´s. Ai ele acabou acatando a minha “sugestão”, hehe.

Quem foi a primeira pessoa para quem você contou que estava grávida? Fez alguma surpresa? Foi a minha mãe. Eu tinha acabado de voltar para o Brasil, após uma temporada de 7 meses na Califórnia com o meu marido que estava fazendo parte do seu Doutorado lá. Fiquei 2 dias em Porto Alegre e fui para Fernando de Noronha com a minha mãe, pois havíamos combinado já há bastante tempo. E no meio de uma caminhada, quando estávamos chegando no final da Bahia dos Porcos, uma das praias mais lindas que já vi, eu tive um desmaio de não conseguir acordar por alguns minutos. Minha mãe teve que buscar ajuda de pessoas que estavam mergulhando na praia. Alí eu até desconfiei da gravidez, mas ainda não acreditava de fato. Na volta, dormimos uma noite em Recife e acabei comprando um teste de gravidez que deu positivo. E como a minha mãe estava comigo, foi a primeira a saber. No dia seguinte, cheguei em Porto Alegre e fiz um outro teste pra ter certeza. E como deu positiv,o eu coloquei numa caixinha de presente duas meinhas de bebê que eu tinha, da época que comprava nos Estados Unidos para revender no Brasil, junto com os 2 testes de gravidez positivos e dei para o meu marido como se fosse um presente vindo de Fernando de Noronha.

Minutos antes de desmaiar, em Noronha

Onde você fez o enxoval? O que foi indispensável e o que se arrependeu de ter comprado? Eu sempre fui mega contida em compras. Então, eu só comprei coisas depois do meu chá de bebê. E também herdei muita coisa porque a Joanna foi a 23a bisneta da familia paterna do meu marido, sendo que 20 são mulheres. Logo, ela ganhou muuuuuuita coisa das priminhas.

Qual o modelo de carrinho que você comprou? Ficou Satisfeita? Usamos um modelo da Chicco que herdamos, vinha o carrinho, bebê conforto e moisés. Adoramos! Só não lembro o modelo.

Como foi o período pós-parto e a amamentação? Como eu fiz cesárea (a Joanna ficou sentada o tempo todo), a recuperação pós-parto é um pouco mais chatinha. E eu tive algumas complicações que ficava com muita dor e não conseguia levantar e sentar com a Joanna no colo por uns 20 dias. Quando eu ia amamentar, mesmo que durante a madrugada, eu levantava sozinha pra sentar na cadeira de amamentação do quarto da Joanna e o meu marido ou, se fosse durante o dia, quem estivesse comigo em casa, me levava a Joanna e me dava para a amamentar e depois pegava ela pra eu não precisar levantar com ela no colo. Mas após 20 dias eu já estava bem melhor e já conseguia me virar bem sozinha com ela. A amamentação foi super tranquila. Segui à risca as 3 regras pra evitar a falta de leite: beber muita água, dormir sempre que possível e por fim, mas não menos importante, tentar não se estressar. O que é be desafiador para mamães de primeira viagem.

O que você achou mais fácil e mais difícil do que pensava? A Joanna sempre foi bem calminha, não me deu muito trabalho. Mas eu tinha a ilusão de que teria tempo para fazer muitas outras coisas e na verdade a gente mal tem tempo pra ir no banheiro, hehe.

Como você é no papel de mãe? Age como imaginava? Eu, como uma boa capricorniana, sou meio metódica com algumas coisas. Disse que com 1 mês colocaria a Joanna pra dormir no quarto e assim o fiz. No início deixava ela o mínimo possível no colo pra não acostumar. Só na hora de amamentar que ficava com ela no colo e depois ja colocava no moisés. Mas um dia, quando ela estava com uns 6 meses, eu estava com ela no colo e ela dormiu bem agarradinha. Ai me dei conta que aqueles momentos eram únicos e que eu podia sim deixar ela dormir um pouco no meu colo. Então acho que em algumas coisas eu dei uma amolecida e me permiti curtir esses pequenos momentos. E foi e está sendo maravilhoso.

E o seu marido como pai? Ele é 10 desde o início. Ele é o responsável pelo banho da Joanna desde que ela nasceu, por exemplo. Claro que eu dou sempre que necessário, mas se ele está em casa ele que dá. Por causa da amamentação o vínculo e a dependência com a mãe é muito forte e a gente acaba assumindo praticamente todas as responsabilidades. Então tudo que poderia ficar ou ser compartilhado com o Pai sempre fizemos questão de ele fazer, como o banho, colocar pra dormir, dar remédios, brincar, e passear. Hoje, se eu preciso sair um dia todo e até dormir fora de casa, ele fica super bem. O segredo é deixar eles participarem do jeito deles, sem impor o nosso jeito de fazer.

Quanto tempo você ficou de licença maternidade e como foi a volta ao trabalho? Desde que fiquei grávida eu decidi que não queria trabalhar como trabalhava antes. Trabalhava em Consultoria empresarial que nem louca. Então quando eu fiquei grávida acabei abrindo a minha própria consultoria e fui tocando projetos no meu tempo. Isso permitiu com que eu ficasse com a Joanna até os 7 meses e depois ia apenas meio turno no cliente que estava prestando consultoria. Quando a Joanna estava com 1 ano, nos mudamos para Campinas e eu comecei a trabalhar com uma representação de cosméticos antienvelhecimento que me permite trabalhar de onde eu quiser. Isso facilitou muito a minha rotina com a Joanna estando longe da família. Ai comecei a procurar escolinha, e com 1 ano e 4 meses ela iniciou em período parcial. Eu estava precisando já de um tempo mais pra me dedicar ao meu trabalho e foi ótimo!

Vocês decidiram mudar de cidade com a filhota bem pequena, como foi a adaptação longe da ajuda da família? Mudamos de Porto Alegre para Campinas quando a Joanna estava com 1 ano. A distância da família é o que mais pega. Tanto do nosso lado lado que ficamos sem suporte durante a semana, quanto para os avós que adoravam ficar com ela sempre que possível. E é claro, pra Joanna ficar longe dos avós e dos dindos também deve estar sendo diferente, Mas como ela é pequena acho que se adapta melhor do que nós adultos. Mas a tecnologia ameniza bastante a saudade.

Descreva um dia de vocês (a rotina) e o que fazem para se divertir? Normalmente acordamos por volta das 7h e a Joanna toma mamadeira e depois vai brincar na sala com os brinquedos dela. Por volta das 8h30 ela come um frutinha e se for dia de semana eu já arrumo ela na sequencia pra levar para a escolinha por volta das 10h. A ideia inicial era deixar mais tarde, mas como eles almoçam as 10:30 da manhã achei melhor levar ela pra almoçar, pois o cardápio da escolinha é sempre mais variado do que o que eu consigo fazer em casa. Ai pelas 16h eu busco ela e costumamos ficar em baixo do nosso condomínio pra ela brincar na brinquedoteca, quadra de futebol (Ela ama futebol) e para brincar com as outras crianças do prédio. Por volta das 18h a gente sobe pra casa pra Jantar e iniciar o processo do banho e sono. As 20h normalmente ela já está dormindo.

Como você gosta de vestir sua filha? Quais suas lojas preferidas? Eu gosto de vestir ela sempre combinando com laço, roupa e sapato/tênis. No Brasil costumo comprar roupas mais básicas na Renner e Hering kids e roupas mais arrumadinhas na Green, sou apaixonada pelo estilo. Compro pouca roupa porque a Joanna herdou muita coisa e também acho tudo muito caro. Então, sempre que vamos para os Estados Unidos ou que alguém da família vai eu compro ou encomendo roupinhas, normalmente da Carter´s, Tommy e Gap.

Comemorações. Já fizeram? Algum Tema? Comemoramos o aniversário de um ano da Joanna na praia, pois ela nasceu em Fevereiro. Não teve nenhum tema específico. Mas era em tons de rosa com marrom e bege e com ursos e borboletas. Ficou bem lindo!

Que valores você considera essenciais e quer passar a sua filha? Honestidade, integridade e respeito são essenciais pra nós.

Sua filha já está na escolinha? Como foi a escolha da escola? Sim, ela começou com 1 ano e 4 meses. Como havíamos acabado de nos mudar eu fiz questão de procurar escolas perto de casa para, se possível, levar e buscar a pé. Gosto muito de fazer coisas a pé e andar pelas ruas. E deu tudo certo! Achamos uma escola maravilhosa bem pertinho de casa e bem do jeito que estávamos procurando.

Você vive o dilema da maioria das mulheres modernas: É mãe, esposa, dona de casa e profissional. Como consegue conciliar tudo isso? Nossa e como! Acho que toda a mulher que vira mãe passa por esse dilema. O fato de eu ter migrado para uma profissão mais autônoma minimizou bastante esse dilema. Mas eu sempre gostei muito de trabalhar e também vivi e acho que ainda estou vivendo o dilema de querer trabalhar mais mas sem impactar na convivência e dedicação que hoje tenho com a Joanna. Tenho buscado apoio em livros e cursos que me auxiliem com técnicas pra aumentar a produtividade e me ajudem a trabalhar mais em menos tempo, pra não impactar na minha rotina com ela. Hoje, me sinto muito privilegiada de conseguir ficar com ela até às 10h da manhã e pegar ela às 16h ou até antes. E quero impactar o mínimo esse modelo. Por isso que aumentar a produtividade pra cuidar da casa e fazer as tarefas de trabalho são imprescindíveis.

Pretende ter mais filhos? Sim! Queremos ter mais 1. Na verdade, meu marido quer mais 2, mas eu já acho muito. Mas vamos por partes, um por vez. A não ser que venham gêmeos é claro.

Revele alguma coisa que ninguém conta sobre a maternidade e dê um conselho às futuras mamães? Acho que hoje em dia a gente já lê e houve muita coisa sobre a maternidade, tanto as maravilhosas quanto as nem tanto. O maior desafio, principalmente para mães de primeira viagem, é aprendermos a ser mãe e a lidar com todas as incertezas, inseguranças, sentimentos de amor incondicional e medo de não saber lidar com alguma situação. A realidade é que no início, na maioria das vezes, não sabemos lidar com as situações, mas o instinto de mãe sempre prevalece e nos mostra o caminho. Então, se eu puder dar um conselho para as novas mamães seria: tenham paciência. Paciência com os filhos, com os maridos, com os pais, com os palpites, com a falta de sono, com a falta de tempo, com vocês! E compartilhem as suas angustias com outras mães que sempre ajuda muito. E uma coisa é certa… nada está tão ruim que não possa melhorar e nada está tão bom que não possa piorar. O desafio é ter a paciência e serenidade para lidar com esses diferentes momentos e fases. Ah, e muuito importante, cuidem de si mesmas. Tentem avaliar bem o que pode ser delegado pra conseguirem ter um tempinho pra si, pra se arrumar, pra fazer uma ginástica, pra passear, ver as amigas, ler um livro, dormir, enfim, pra dar atenção a vocês! Isso ajuda muito no processo de altos e baixos que passamos durante a jornada.

 

Comente no Facebook

Os comentários estão fechados.

Posts relacionados com esta matéria