Entrevista: Mãe tipo eu, Nati Nazer

5 outubro, 2017
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A gente se conheceu no prédio em que morávamos em São Paulo. Nossos filhos ficaram amigos e nós, mais ainda! A Nati é uma mãezona, cheia de dicas carinhosas e cheias de amor para nos passar! Adorei a participação 🙂

Nome, idade e Profissão: NATÁLIA CESAR LEAL NAZER GOMES (uiii acho tão grande, prefiro só NATÁLIA NAZER GOMES! Kkkk), 34 Anos, Administradora, quando trabalhava gerente de produto.

Mãe da Luiza (3 anos, quase 4 de acordo com ela) e Maria Clara (5 meses)

Como foi a escolha dos nomes? Sempre quis o nome Luiza se tivesse uma filha, acho um forte, com significado e gosto de todas as Luizas que conheço (quando o nome me remete alguém que tem alguma característica que não gosto já descarto na hora). Já o da Maria Clara foi suuuuper difícil… Eu falava Clara, meu marido falava Maria… Até que um dia a Lu, sem saber de nada falou, mamãe, porque não Maria Clara? Fiquei arrepiada. Não acredito muito nessa coisa de sinais, mas dessa vez não tive escapatória! Definimos então por Maria Clara e a Lu ficou super feliz que “ela que escolheu o nome da Irmã”.

Quem foi a primeira pessoa para quem você contou que estava grávida? Fez alguma surpresa? O Chico (meu marido) estava junto comigo quando fiz o teste de farmácia, então ele foi o primeiro a saber já dentro do banheiro mesmo! Mas depois fizemos surpresa para os avós, uma caixinha de presente e dentro, além de um cartão contando tudo, uma chupeta dando a entender o motivo do cartão.

O que foi indispensável e o que se arrependeu de ter comprado no enxoval? Adoro o trocador que trouxe de viagem (na época não tinha no Brasil) que tem uma bordinha mais alta, deixando o bebê mais seguro. Gostei demais também da bolsa maternidade Fisher Price e os prendedores de chupeta. O que achei bem desnecessário é o aquecedor de mamadeira, até porque sempre dei o leite na temperatura ambiente. Me arrependi de comprar o kit berço, aquelas almofadas lindas e caras que acabei não usando… Usei o protetor breathable (aquela tela respirável).

Trocador Americano Bolsa Maternidade Skip Hop

Como foi o período pós-parto e a amamentação e ainda dar atenção à primeira filha? O pós-parto foi bem tranquilo nas duas gestações apesar de ter feito cesariana. Não senti quase dor nenhuma, o difícil era não poder pegar a Lu no colo. A amamentação nunca foi um tema super tranquilo pra mim. As duas pegaram super bem o peito, mas eu não produzi quantidade de leite suficiente pra elas. Com a Lu, tomando um remédio para ajudar, amamentei exclusivo até os 6 meses. Agora com a Maria Clara, o mesmo remédio me fez muito mal e tive que parar… Tentei mil coisas mas não resolveu, então, continuo amamentando mas complementando em algumas mamadas.

Já dá para notar muita diferença entre as meninas? Simmm! Luiza é agitada, inquieta, esperta, ligada o tempo todo! Ainda é cedo pra falar da personalidade da Clara, mas ela parece ser mais tranquilona, mais calminha, menos nervosa! Kkkk não sei porque falam que parece mais o jeito do pai! Kkk (lu é minha miniatura falando do jeito)

E o amor? É algo imensurável, não da pra explicar! Como pode existir algo tão gigantesco, tão forte?! Eu tinha medo de não amar a Clara tanto quanto amo a Lu, não entendia como podia amar alguém tanto como amo a Luiza… mas… posso! Como eu já amo essa pequena, como é forte o que sentimos pelas duas!

Como você é no papel de mãe? Age como imaginava? Sou muito presente, afinal, larguei toda minha carreira justamente por isso e adoro ser essa mãe participativa! Nunca pensei que seria assim, trabalhava feito louca e adorava esse ritmo frenético corporativo. Mas, depois que a Lu nasceu mudei demais. Sou uma mãe muito carinhosa, adoro um chameguinho nelas, mas sou rígida com as coisas e sei falar duro quando precisa. Não suporto chiliques e manhas, então pego mais firme quando precisa. Quero que minhas filhas sejam educadas e tenham respeito pelas pessoas.

E o seu marido como pai? Sou muito feliz com a forma como ele interage com as meninas e com o tanto que prioriza isso na vida dele. Trabalha muito todos os dias, mas adora participar e me ajuda muito. Ele quem dá o banho da Clara, coloca a Lu pra dormir, assiste filmes, dá comida os finais de semana, entra no esquema da casa e faz com prazer. Criar filhos é uma delicia, mas não é moleza! Nada como ter um parceiro que participe e divida uma parte disso com você.

Depois que a Luiza nasceu, você resolveu deixar a vida profissional e se dedicar à maternidade. Como foi esta decisão? Foi a decisão mais difícil e mais acertada da minha vida. Eu trabalhava demais, era extremamente envolvida com os negócios e nunca soube fazer mais ou menos. Mas depois da Lu nascer não me agradava não poder estar com ela, não acompanhar seus momentos de crescimento, mal conseguir dar um banho ou colocá-la pra dormir. Tentei não ficar tantas horas todos os dias no trabalho, mas o momento da empresa exigia isso. Sentia que não estava fazendo direito nenhuma das minhas funções, então depois de muita terapia optei por me dedicar exclusivamente à mais importante delas. Por sorte tenho essa opção. Não foi fácil tomar a decisão e no começo me senti bastante estranha. Mas hoje já estou acostumada e sou muito feliz em ter feito esse “break” nessa fase da vida.

Descreva um dia de vocês (a rotina) e o que fazem para se divertir? Acordamos às 7 hs, visto a Lu, tomamos café juntos e amamento a Clara. Chico leva a Lu pra escola. Duas vezes por semana danço ballet, e volto para o próximo mama da Clara às 10:30. Pego a Lu na escola ao meio dia, almoço com ela e mais mama pra Clara! Depois do almoço, a Lu toma um banho e tira uma soneca. Clara tira uns cochilos, não dorme muito de dia. Faço minhas coisas ou aproveito pra descansar um pouco também! Às 16hs Lu desce pra brincar e volta às 18hs pra jantar. Às 19hs brincamos um pouco e 19:30 começa o processo de arrumar pra dormir, nessa hora a babá vai embora e o papai entra em ação dando banho na Clara e eu leio livro pra Lu enquanto ela toma o leite. Depois a gente inverte, eu dou mama pra Clara e a coloco pra dormir e ele conta historinhas e coloca a Lu pra dormir. Entre 20:30 e 21hs as duas estão dormindo e finalmente vamos jantar e conversar um pouquinho! Essa hora gostamos bastante pois é o momento que ficamos só nos dois.

Aos finais de semana costumamos ir na piscina, tomar café da manhã na padaria, assistir filmes, chamar amigos pra virem em casa (em geral amigos com crianças! Kkk) e óbvio, ir nas milhares de festinhas que temos sempre e adoramos!

Como você gosta de vestir suas filhas? Quais suas lojas preferidas? Eu tô amando vestir as duas iguais! Algumas pessoas acham brega mas eu acho fofíssimo e a Lu adora! Pareço criança brincando de boneca! A Lu é muito vaidosa e quer escolher a roupa até pra soneca da tarde, fantasias também são quase roupas pra ela.

Eu costumo comprar roupas fora do Brasil. Pra bebê gosto do básico da Carter´s e Baby Cottons, e Janie and Jack pra coisas mais trabalhadinhas. Adoro H&M e também da Zara. Não tenho o hábito de comprar em lojas muito caras pras meninas, acho que não vale a pena, crescem muito rápido! A não ser uma roupinha chique pra alguma ocasião especial.

Que valores você considera essenciais e quer passar para suas filhas? O mais importante de todos pra mim é o respeito. Ter respeito por todas as pessoas, independente da sua idade, classe social… Quero muito que sejam pessoas educadas e que saibam amar o próximo de forma involuntária, que saibam tratar bem as pessoas de forma que sejam queridas por elas. E que sejam pessoas simples, independente da vida que levem, que deixem as futilidades de lado e vivam a vida de forma plena e leve.

Você vive o dilema da maioria das mulheres modernas: É mãe, esposa, dona de casa, amiga e bailarina! Como consegue conciliar tudo isso? Acho que tendo muita organização e sabendo priorizar o que é mais importante e urgente naquele momento. E claro, tentando ser mais pratica e ágil em tudo! Já entendi que nunca tudo estará 100% do jeito que gostaríamos e aprendi a relevar algumas coisas.

Revele alguma coisa que ninguém conta sobre a maternidade e dê um conselho às futuras mamães? Acho que as pessoas quando falam de seus filhos enfatizam em geral seus pontos positivos e suas qualidades, além de falar normalmente de seus momentos de alegria e felicidade, o que não acho errado. Mas a verdade é que criar e educar um filho não é nada fácil e os momentos não são só os mais lindos. Existe cansaço, falta de tempo pra si, mudança de hábitos de uma vida toda, conflitos entre o casal dentre várias outras coisas que em geral não são as mais comentadas. Pras futuras mamães quero que saibam que tudo isso é o normal, que não tem mamãe, papai, casal nem neném perfeitos, na verdade o seu bebê seja lá como for é o perfeito pra você. Seja ele chorão, bravinho, mal humorado, sem sono… cada bebê é um, são todos diferentes e estão, cada um em seu tempo, entendendo o que é esse mundão maluco que vivemos. Ame-os, ame-os e ame-os simplesmente, tenho certeza que todos os dias esse amor será imensamente retribuído! E não fique os comparando e se comparando com outros bebês e outras mamães, cada um com suas qualidades e defeitos, cada um no seu tempo e com seu jeito.

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