Entrevista: Mãe tipo eu, Herrmann Quintana

28 agosto, 2017
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As entrevistas com mamães exemplos também estão de volta! Recomeçando com a Helena Hermann, gaúcha, mãe do Enzo e da Flor, cheia de dicas e contando um pouco sobre a mudança com a família para os Estados Unidos. Imperdível!

Nome e idade: Helena Herrmann Quintana, 33 anos.

Mãe do Lorenzo (6 anos) e da Florença (3 anos).

Como foi a escolha dos nomes? Estávamos na praia quando comecei a falar em voz alta nomes de meninos ao meu marido, e as respostas eram sempre não, esse não, esse tb não. Quando lembrei do nome Enzo e novamente falei em voz alta, foi quando Rafael me olhou e disse: ” Enzo Rosa campeão mundial de surf”. Demos uma boa risada e eu disse: ” Será Lorenzo e apelido Enzo, tá bom!?” Resposta: ” tá ótimo! Mas o time de futebol quem escolhe sou eu!”

O nome da Florença quem escolheu foi o pai dela. Rafael e eu fizemos uma viagem à Europa e, para a minha surpresa (com 5 meses de namoro), ele me pediu em casamento, na cidade de Florença, na Itália. Então o nome dela surgiu daí. Mas como o Lorenzo não conseguia fala, passou a chamá-la de Flor e o apelido pegou. Brincamos que o nome artístico da Florença é Flor Rosa!

Quem foi a primeira pessoa para quem você contou que estava grávida? Fez alguma surpresa? Quando fiz o teste para confirmar a gravidez eu estava na casa da minha mãe, então, ela foi a primeira a ficar sabendo. Saímos pra comprar um livro chamado “Guia do papai de primeira viagem” e dei de presente para o meu marido. Quando ele abriu o pacote quase teve um ataque do coração de tanta felicidade.

Quem insistiu muito para ter o segundo filho foi meu marido. Ele dizia: “Se quer ter dois, a hora é agora, já que estamos na função acho que fica mais fácil criar dois juntos ao invés de ter um filho bem mais velho que o outro”. Quando tirei o DIU fiquei grávida muito rápido. Como estava próximo ao aniversário do meu marido, dei o teste de gravidez de presente pra ele. Novamente, Rafael quase teve um ataque do coração! Brincamos em casa que o Enzo eu fiz pra mim, a Flor eu fiz pra ele!

Que cuidados que você teve durante a gravidez e recomenda (produtos, massagens, tratamentos, exercícios)? Em minha primeira gravidez eu fazia pilates, mas como o Lorenzo nasceu durante o inverno, tive pouca retenção de líquidos. Já a Florença nasceu em fevereiro, e ainda por cima no ano em que as temperaturas bateram recorde. Eu tive que fazer drenagem uma vez por semana pq estava enorme devido ao calor intenso.

Durante as duas gravidezes fiz uso do creme Luciara. Super recomendo, preço acessível e não tive estrias. Isto que engordei 20kg em cada gestação.

O que você achou mais fácil e mais difícil do que imaginava? Achei que a amamentação foi menos complicada do que eu imaginava. O mais difícil foi voltar ao trabalho, julgava que seria fácil e para a minha surpresa, não aguentei e abri mão do meu profissional para cuidar deles até completarem 3 anos. Melhor escolha que fiz, não fazia sentido pra mim pagar alguém pra fazer o trabalho que deveria ser meu! A renda familiar mensal abaixou com esta minha escolha, mas sinto zero arrependimento! Tenho a vida inteira pra trabalhar, ver meus filhos crescerem da fase bebês até idade hábil para ir pra escola não voltaria nunca mais.

Como você é no papel de mãe? Age como imaginava? Muita coisa mudou? Sou uma mãe presente e bastante participativa. Adoro brincar e ver filmes com eles. A única supresa que tive é que achava que seria mais relax em relação a horários e comida, mas não! Sou super exigente em relação ao horário que eles vão dormir (7pm) e doces, somente aos finais de semana. Senti uma mudança maior na rotina com a chegada do segundo filho, mas após uns quatro meses tudo entrou nos eixos.

E seu marido como pai? Rafael se revelou como pai. Ele é bastante participativo, e acredito que o fato de ele ter tido primeiro filho homem e depois a menina, tornou as coisas mais fáceis pra ele. No Brasil, ele costumava a trabalhar de 10 a 12 horas por dia e resolveu mudar radicalmente o estilo de vida dele para estar mais próximo dos filhos. Neste ano que passou, mudamos para os Estados Unidos e ele começou a trabalhar home office e ficar full time com a Florença, com 2 anos. Esta mudança ajudou muito o “bonding” entre pai e filha, coisa que o Rafael e o Lorenzo já tinham por uma questão de afinidades e mesmos gostos.

Sentiu que deveria ter aproveitado mais algum momento? Algum acontecimento marcante? Não tenho este sentimento pois, estive com os meus filhos em todas as refeições, todos os banhos e os coloquei na cama todas as noites. Vi engatinharem, falarem a primeira palavra e darem seus primeiros passos.

Você costuma buscar dicas e informações na internet? Do que sente falta? Buscava muita informação quando estava grávida, mas após os nascimentos fui fazendo tudo meio autodidata, e sempre trocando muito com o Rafael sobre o que estamos errando e aonde podemos melhorar e de que forma.

Vocês decidiram mudar para os EUA, conte-nos um pouquinho sobre o que motivou, o que é melhor e pior em relação a criar os filhos em outro País: Estávamos cansados de viver em um local que não oferece qualidade de vida, aonde todas as atividades são indoor ou em shoppings (detestamos shopping). Quando a segurança agravou no Brasil, em especial em Porto Alegre, decidimos (em janeiro de 2016), que iríamos vender tudo e nos jogar no mundo com as duas crianças e a nossa labradora Lola. Sim, até a nossa cadela de 10 anos veio conosco para os USA. Embarcamos em agosto 2016 para nossas novas vidas!

A parte boa em ter se mudado para outro País é que além de as crianças naturalmente aprenderem outro idioma, aqui elas conseguem brincar como nós brincávamos antigamente: na rua, correndo e andando de patinete e skate com total segurança. Aqui, a maioria das atividades são outdoor, por tanto sem gasto algum e as crianças recebendo a vitamina D necessária para se manterem saudáveis.

Parte ruim, se é que existe alguma, é que meus filhos crescerão longe dos filhos de nossos amigos. Mas em compensação, crescerão perto dos primos, já que todos nasceram e moram nos USA também.

Descreva um dia de vocês (a rotina), o que fazem para se divertir? Quais os programas que vocês mais gostam de fazer? Moramos na Califórnia então, nosso programa preferido é ir pra praia. Outro programa mais pedido pelas crianças é ir a parques. Nossa rotina é basicamente: Manhã até 3pm Escola, após, rograma ao ar livre (andar de bike, ir no parque ou na praia de roupa da escola mesmo).

Como você gosta de vestir seus filhos? Uso apenas roupas que os deixem à vontade. Eles próprios escolhem a roupa que vão usar apenas obedecendo a regra de que se está frio tem que ser de manga longa, se está calor, manga curta.

Quais suas lojas preferidas? As que estão em promoção. Não compro roupas de marca para as crianças, deixo isto para os avós, que adoram ver seus netos engomadinhos. Isto que meu filho já falou para a avó dele que ela está proibida de comprar camisa polo pra ele. Diz que não coloca nem morto!

E as comemorações nos EUA? Fizemos o 6º aniversário do Lorenzo aqui em San Diego, com o tema Pokémon, no parque público ao lado de nossa casa. Tive a oportunidade de fazer a festa dos meus sonhos, um piquenique aonde o ponto alto era a energia das pessoas. Super simples, sem aquele exagero que estamos acostumados a ver no Brasil.

Que valores você considera essenciais e quer passar aos seus filhos? Consciência de sustentabilidade, espírito colaborativo e compaixão. É o que está faltando neste mundo aonde fomos criados pra competir com o próximo, ao invés de juntos fazermos a diferença.

Você vive o dilema da maioria das mulheres modernas: É mãe, esposa, dona de casa e profissional. Como consegue conciliar tudo isso? Não é muito o meu estilo ficar vivendo dilemas, sou muito prática e pra frente. O que não está bom, tento mudar. E se não ficou bom, mudo novamente até ficar bom!

Revele alguma coisa que ninguém conta sobre a maternidade e dê um conselho às futuras mamães? Cada filho é uma criança distinta, com necessidades e anseios diferentes e por isto, cada filho precisa de um tipo de mãe. A nossa missão está em conseguir identificar isto e nos moldarmos para tentar ser a melhor mãe que aquela criança necessita, ao invés de colocarmos a criança em um molde de qual tipo de filho a mãe quer ou precisa ter.

Helena, amei! Muito obrigada por dividir tantas palavras de ensino conosco!

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