Prevenção de acidentes domésticos

14 abril, 2016
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Quem tem criança em casa sabe que todo cuidado é pouco e que jamais se pode descuidar. O Ministério da Saúde chama a atenção dos pais e responsáveis para algumas medidas simples que podem evitar acidentes sérios. Pequenas mudanças dentro de casa podem fazer a diferença.

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Queda é a maior causa de visita à unidade de emergência pediátrica. Ocorre em qualquer idade e as lesões decorrentes podem ser extremamente graves, envolvendo membros (feridas abertas e fraturas), crânio (traumatismo crânio-encefálico) e abdome (lesões de órgãos internos). A maioria das quedas ocorre em casa, acomete crianças de 0 a 5 anos, e estão associadas à ausência de algum cuidador.

Com a supervisão de adultos, modificações do ambiente onde a criança vive, brinca e estuda e, informações claras em produtos de uso infantil, o risco e as lesões decorrentes de quedas podem ter uma redução significativa.

Evitando quedas, traumas e asfixias:

Nunca deixe bebês sozinhos em qualquer local da casa, particularmente em camas, sofás, trocadores, beliches, mesmo que a criança ainda não tenha adquirido a capacidade de rolar.

Bebê conforto: utilizar sempre no nível do piso, com o cinto de segurança afivelado.

Berço: evitar uso de protetores, objetos ou tecidos que possam causar asfixia. O lençol deve estar bem fixo no colchão. Não há necessidade do uso de travesseiros. Fios da babá eletrônica devem ser mantidos longe.

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A criança deve ser colocada para dormir SEMPRE com a barriga virada PARA CIMA.

Ainda no berço, observe se a altura da base é suficiente para evitar que a criança caia por cima da grade. Se o limite superior for menor que ¾ da altura da criança, o berço não pode mais ser usado. Estas orientações devem ser seguidas a partir do momento em que a criança consegue ficar em pé com apoio.

Quando a criança passar para a cama, instale grade protetora dos dois lados.

– Cuidado na escolha de cadeiras de refeição. Devem ter base alargada, trava e cinto. Sempre supervisionar a criança, mesmo que ela esteja contida na cadeira com dispositivos de segurança.

Nunca use andador. É muito comum a queda do andador em escadas, e as lesões decorrentes desta queda sempre são graves, com trauma de crânio e hospitalização.

O uso do talco deve ser evitado, não deixar o recipiente ao alcance da criança.

Cordão ou presilha de chupeta não devem ser utilizados, principalmente na hora de dormir.

Sacos plásticos devem ser mantidos fora do alcance da criança. Podem levar à asfixia.

Caroços de frutas, balas, pequenos objetos: sempre fora do alcance da criança. Fase de descoberta: TUDO vai para a boca…

Instale grades protetoras em escadas e áreas de risco da casa, e oriente os familiares para sempre fechá-las após o uso.

Evitar móveis de bordas pontiagudas ou cortantes. Existe a possibilidade de colocação de protetores de quinas.

Em janelas tipo guilhotina ou basculante – colocar trava de segurança.

Trave portas e bloqueie o acesso às áreas perigosas da casa, como lavanderia, cozinha e área externa.

 

Instale redes de proteção em todas as janelas dos apartamentos ou casas do tipo sobrado e mantenha os móveis afastados das janelas.

Manter a porta dos banheiros fechadas. Vasos sanitários com a tampa abaixada (existem travadas de segurança disponíveis no mercado).

Queimaduras:

Banhos de sol: antes das 10 e depois das 16 horas.

Testar a temperatura da água do banho com o cotovelo ou termômetro próprio.

As tomadas devem ser sempre protegidas e a fiação elétrica não pode ficar exposta em locais onde circulem crianças.

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Líquidos ou alimentos quentes não devem ser manuseados com a criança no colo.

Velas, isqueiros, fósforos não devem ser manuseados por crianças.

Ferro de passar e aparelhos eletrodomésticos – dificultar o acesso da criança.

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Frasco de álcool e produtos químicos inflamáveis: Nunca manter próximos a chamas e sempre fora do alcance das crianças.

Todo cuidado é pouco também dentro da cozinha e da área de serviço. As crianças nunca devem ficar sozinhas nesses locais. A grande maioria dos objetos cortantes está localizada em gavetas de fácil acesso. O ideal é mudar todos esses utensílios para um armário mais alto, evitando o alcance das crianças. O fogão aceso, panelas e palitos de fósforos são as causas dos pequenos e também dos mais graves tipos de queimaduras. Esses traumas costumam apresentar sequelas permanentes, além do tratamento na maioria das vezes ser dolorido e demorado.

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Animais:

Não manter em casa animais de comportamento sabidamente agressivo;

Manter rigorosamente em dia a vacinação;

Oriente a criança para evitar contato com animais de procedência desconhecida.

Afogamento:

Banho: jamais deixar a criança sozinha.

Piscinas, praias, rios, lagos: sempre acompanhada e com vigilância máxima.

Baldes, bacias, piscinas de plástico com água: evitar o acesso das crianças e esvaziar COMPLETAMENTE após o uso.

Poços artesianos – manter completamente fechados e fora do alcance das crianças.

Intoxicação:

Manter medicamentos, produtos de limpeza e inseticidas em lugares seguros são ótimas dicas para evitar intoxicações e outros acidentes.

Dar preferência a produtos químicos cujas embalagens disponham de tampa de segurança.

Medicamentos devem ser administrados apenas sob orientação médica, mantidos sempre fora do alcance das crianças, reler a receita antes de administrar.

Plantas ornamentais: verificar as tóxicas e evitá-las como saia branca, comigo ninguém pode, oficial de sala, pinhão paraguaio.

O álcool líquido, próprio para limpeza, é outro item que deve permanecer longe das mãos das crianças. Fora os riscos de queimaduras, pode ser ingerido com facilidade, o que provoca intoxicação. As mães e donas de casa devem dar preferência ao álcool em forma gel. Além de mais difícil de ser espalhado no corpo, é um produto menos inflamável que a sua forma líquida.

Outros materiais de limpeza, como os desinfetantes, detergentes, multiusos e saneantes clandestinos, também são responsáveis pela intoxicação das crianças.

Clandestinos – Os produtos caseiros e clandestinos são muito perigosos. São armazenados em embalagens como garrafas de refrigerantes e despertam interesse devido as suas cores chamativas. Também não se sabe o conteúdo desses produtos, o que significa um problema para os profissionais de saúde que procuram tratar as vítimas de intoxicação.

Os medicamentos e algumas substâncias como a soda cáustica e os agrotóxicos representam um risco ainda maior para as crianças. Outro produto bastante perigoso é o popular “chumbinho”, mistura clandestina que muitas pessoas usam para matar ratos. “O ideal é que os pais não comprem em hipótese alguma esses produtos clandestinos, pois são mortais para as crianças. Se a intenção é matar ratos, comprem raticidas nas casas do ramo.

As crianças têm o maior risco potencial de intoxicação por uso indiscriminado de medicamentos.

Os comprimidos podem ser confundidos com balinhas, e xaropes com sucos, por exemplo. De acordo com o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), os medicamentos ocupam o primeiro lugar entre os agentes causadores de intoxicações em seres humanos.

Disque-Intoxicação – A Anvisa possui um serviço de apoio às vítimas de intoxicação que recebe chamadas de longa distância em todo o país. Os 36 Centros de Informação e Assistência Toxicológica funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana, durante todo o ano. O serviço tem como objetivo informar, apoiar e facilitar os primeiros socorros nas vítimas de intoxicação. O telefone do Disque-Intoxicação é 0800-722-6001

Trânsito e áreas externas:

É importante que se cumpram as normas do Novo Código Nacional de Transito (Respeitar a Faixa de Pedestre, Uso Obrigatório do Cinto de Segurança, Uso de Assento Apropriado para Crianças Menores em Automóveis, Transporte de Crianças Sempre no Banco Traseiro).

Motoristas devem dobar sua atenção nos locais onde passam crianças e adolescentes, como portas de escola, clubes, condomínios, áreas de lazer.

Ao transportar crianças em bicicletas usar sempre o assento especial.

Estimular o uso de equipamentos de segurança em práticas esportivas: skate, patins, bicicletas, etc.

Proíba atividades em áreas elevadas, como balcões, lajes e telhados.

Elevadores e escadas rolantes – crianças só acompanhadas.

Proteger as janelas de residências, escolas e creches com telas e grades. As piscinas devem ser protegidas com redes apropriadas ou cercadas.

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