Os famosos “Terrible Twos”

2 junho, 2016
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Os “terríveis dois anos” é uma manifestação natural do desenvolvimento das crianças em busca de autonomia. Essa fase em que a criança testa limites, mostra-se muito resistente e contraria, costuma iniciar-se perto dos dois anos (alguns casos 18 meses) até os 4 anos de idade. A intensidade e manifestação ocorre de acordo com cada temperamento e vivencias de cada criança, sendo a duração particular, podendo durar até os 6 anos. Não costuma ser um momento fácil para pais e ou cuidadores, mas se estes considerarem uma etapa de desenvolvimento da autoafirmação da criança, necessário e saudável em busca da independência, facilitara o cotidiano, o relacionamento e evitará o excesso de conflitos.
É importante que pais e cuidadores consigam perceber suas próprias emoções e tenham estratégias de autocontrole. A comunicação assertiva frequentemente contribui para a qualidade das relações familiares e desenvolvimento infantil.

Ataque de Terrible Twos

Ataque de Terrible Twos

Algumas dicas para lidar com os Terrible Two:
• Seja flexível. Conheça os ritmos da criança, o que ela gosta e não gosta, respeitando escolhas possíveis da criança, sem desrespeitar seus limites enquanto pai;
• Os pais são o porto seguro da criança, em quem ela pode buscar apoio, apesar de conflitos e dificuldades;
• Evite punições físicas. Mostre consequências do comportamento dela e lembre-se que a consequência deve estar ligada ao seu comportamento inadequado;
• Ofereça opções a criança, por mais limitadas que sejam. Assim ela pode sentir-se com poder de escolha (por exemplo: “você prefere tomar seu banho agora ou após lermos um livro? ”);
• Seja coerente ao fazer cumprir o que é necessário;
• Antecipe situações. Se tiver que interromper uma atividade da criança, avise e combine antes que isso acontecerá;
• Lembre-se a criança o comportamento que você espera dela nas situações (por exemplo, ao ir ao shopping);
• Diga o que você quer sem criticar, ameaçar ou chantagear;
• Saiba que a criança precisara de maior compreensão em momentos de mudanças, doença, separação dos pais, etc;
• Tente manter o clima o mais positivo possível, incentive a cooperação;
• Ajude seu filho a aprender a se autocontrolar e se acalmar;
• Não sobrecarregue a rotina da criança, ela precisa de tempo para brincar e explorar o mundo;
• As birras geralmente são uma forma de comunicar frustração;
• Ofereça outra brincadeira ou opção de atividade quando estiver fazendo algo que não pode
• Se comunique com seu filho de forma empática. Mostre que você considera o desejo dele e que sua vontade é muito importante, mesmo que seja para negá-la depois. Evite embate e disputa por quem irá vencer, pois a criança tende a resistir mais e você a ficar irritado e ter que lançar consequências;
• Quando for difícil para você, pare e respire, assim poderá pensar racionalmente em como agir;
• Não faça o que a criança quer para que ela pare de pedir ou para que ela se acalme; pois assim ela aprendera estratégias de como conseguir o que deseja (sempre devemos pensar a mensagem que transmitimos mesmo que seja não verbal);
• Cuidado com a forma que resolve os conflitos e dificuldades, a criança aprenderá que essa forma é a correta;
• Para falar com a criança olhe nos olhos e se for possível na altura dela;
• Na hora da birra, choro, tente tirar o foco ou esperar ela se acalmar para conversar. Na hora da “crise”, ela não conseguira prestar a atenção ou fazer combinados. Após a crise deixe claro o que ela fez e o porquê da sua ação, quando aplicar uma consequência por exemplo;
• Aplique consequências para comportamentos não aceitáveis, como violência, por exemplo, explicando o porquê de ser inadequado e de sua ação.

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